As consequências da seletividade alimentar em pacientes neurológicos


Problema pode prejudicar a aprendizagem e até mesmo o desenvolvimento social dos pequenos

Para quem não sabe, seletividade alimentar é a recusa e/ou falta de interesse na ingestão dos alimentos, e pode ocorrer por dificuldades da criança em lidar com a textura, consistência, temperatura, cor, aparência, cheiro e sabor dos alimentos, ou até mesmo pelo incômodo com o som produzido através da mastigação. Jéssica Meireles Serrão Costa, terapeuta ocupacional do Núcleo Paranaense de Recuperação Motora Cognitiva e Comportamental (NUPA), esclarece que a seletividade alimentar pode acontecer por vários fatores.


“Quando falamos de seletividade alimentar, a primeira coisa que devemos entender é que ela pode acontecer pelos mais diversos fatores que vão além das questões sensoriais e comportamentais, pode envolver preferências pessoais, condições de saúde, fase de vida, hábitos familiares, entre outros”. Ainda segundo a especialista, essa é uma disfunção de origem neurológica, e pode afetar o desenvolvimento das crianças prejudicando o desenvolvimento, a aprendizagem e até mesmo o seu desenvolvimento social.


Em situações normais, o estímulo chega até o receptor e envia comandos ao cérebro; porém, tais comandos ou conexões, quando em contato com o cérebro da criança com restrição alimentar, não se estabelecem e o estímulo não é captado pela região do córtex - onde ele seria processado adequadamente -. Uma boa opção para começar a tratar o problema é procurar um profissional especializado e iniciar a terapia de integração sensorial. “Através de atividades e estímulos adequados vamos intervindo e tornando mais adequada as respostas comportamentais frente ao alimento, sem deixar de levar em consideração fatores orgânicos - metabólicos, neurológico etc. – da criança, assim ela consegue se adaptar e aceitar melhor determinados alimentos”.


DICAS IMPORTANTES:

– Nunca force a criança a comer, temos que fazer uma aproximação com a comida de forma prazerosa e gradativa.

– Leve-a ao supermercado para ajudar a escolher as frutas, legumes e outros alimentos.

– Deixe-a ajudar a preparar o próprio lanche.

– Brinque de fazer comidinhas diferentes (com alimentos).

– Tentem comer em família (assim a criança vai ver o alimento, sentir o cheiro etc. E ainda vai tentar seguir o exemplo dos demais)

– Brinque de dar comidinha ao boneco, dinossauro etc.

– Evitar eletrônicos no momento das refeições.


OBS: toda mudança tem que ser realizada aos poucos e de forma lúdica, sempre respeitando as dificuldades sensoriais da criança.

Sobre o Núcleo Paranaense de Recuperação Motora Cognitiva e Comportamental (NUPA)

A clínica é referência no atendimento a pacientes com danos neurológicos e possui equipe especializada em diversas áreas, como: Fisioterapia, Fonoaudiologia, Musicoterapia, Neuromodulação e Terapia Ocupacional. O do NUPA está nos métodos de tratamento avançados, como Theratogs, PediaSuit, Bobath, Integração Sensorial, Contensão Induzida, ABA e DENVER. Para mais informações, acesse as redes sociais Facebook @nupa.belem e Instagram @nupa.belem